UMA ANÁLISE SOBRE OS IMPACTOS DAS TICS E DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ENSINO-APRENDIZAGEM
Resumo:Resumo: O uso das tecnologias da informação e da comunicação por estudantes da educação básica tem sido objeto de estudo nas ciências educacionais. Nesse sentido, este trabalho é o resultado das pesquisas e observações feitas no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) em 2025. O objetivo é estudar como o uso das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) e a inteligência artificial afetam o aprendizado dos alunos do terceiro ano de uma escola pública em Minas Gerais. Diante disso, a pesquisa possui abordagem mista e tem como aporte teórico Vygotsky (1998), que acredita que o ser humano aprende com os outros conforme adquire a cultura, e Manuel Castells (2006), que reflete sobre como as tecnologias digitais reconfiguram as interações sociais contemporâneas. Sob esse viés, o trabalho consistiu na aplicação de um questionário a 172 estudantes. Os dados se encontram em fase de análise, entretanto, é possível identificar que a maioria não relata dificuldades para aprender, embora muitos ainda enfrentem problemas de atenção, foco e interpretação. Ademais, os estudantes reconhecem que o celular pode atrapalhar em alguns momentos, mas entendem o seu impacto. Apesar disso, grande parte considera o aparelho essencial para os estudos. Por fim, a inteligência artificial é utilizada principalmente para pesquisar, tirar dúvidas e apoiar nos estudos. Assim sendo, os dados revelam que, no geral, as tecnologias não são vistas como inimigas do aprendizado, e sim como ferramentas de apoio, desde que usadas conscientemente. Assim, o que mais se destaca não é a presença do celular ou da IA em si, mas a necessidade de desenvolver estratégias que auxiliem os estudantes a lidarem com os recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem.
Referência 1:CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo. Paz e Terra. 2006.
Referência 2:VYGOTSKY, Lev. Semionovitch. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.