| Resumo: | O PIBID de História, no primeiro semestre de 2025, teve como objetivo aproximar os
estudantes da experiência histórica por meio de práticas que valorizassem a leitura e a escrita como
instrumentos de construção do conhecimento. A atividade foi realizada com a turma do 7º ano 2 da Escola
Estadual Professor Viana, em Alfenas, sob supervisão de Kíssila Valadares Souza e coordenação de Olavo
Pereira Soares. A proposta apoiou-se na perspectiva histórico-cultural de Lev Vygotski, que entende o
aprendizado como construído nas relações sociais e mediado pela linguagem, sendo a escola um espaço
essencial para o contato com conhecimentos historicamente produzidos. Consideraram-se ainda os
estudos de Suely Amaral Mello (2010), sobre o ensino da linguagem escrita nessa perspectiva, e de Stela
Miller (2010), que discute significado e sentido na aprendizagem, enfatizando a relação entre
conhecimento socialmente construído e experiência pessoal. Já Rodolpho Caniato (1992), reforça o papel
da imaginação, mostrando que criar, imaginar e refletir fazem parte do ato de aprender. A metodologia
incluiu uma leitura coletiva sobre o Estado Absolutista Europeu, seguida de discussão para sistematizar
conceitos. Nesse processo, os estudantes elaboraram diários fictícios se passando por personagens do
período, registrando sentimentos, opiniões e acontecimentos. Tais relatos foram complementados por
ilustrações dos próprios estudantes. Essa atividade buscou integrar conceitos históricos e criatividade,
promovendo reflexão crítica e autoral. Os resultados evidenciaram que, embora houvesse resistência
inicial à escrita, os alunos se engajaram ao longo do processo, produzindo textos criativos e coerentes
com os conteúdos trabalhados. As produções indicaram que a escrita criativa favorece a aprendizagem,
pois exige interpretação, organização de ideias e atribuição de sentido ao passado. Conclui-se que o
trabalho com leitura e escrita potencializa o ensino de história e contribui para o desenvolvimento dos
estudantes, reforçando a importância de práticas que associem conhecimento científico, linguagem e
imaginação.
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