PERFIL DE SAÚDE DA POPULAÇÃO IDOSA DE ALFENAS: ESTUDO PILOTO DOS ASPECTOS DE QUALIDADE DE VIDA, FORÇA MUSCULAR E CAPACIDADE FUNCIONAL.
Resumo:Introdução e Referencial Teórico: O envelhecimento populacional tem ganhado destaque no Brasil. Em comparação a 2010, o país apresenta uma população com mais de 60 anos 56% maior, tendência que continua em expansão (IBGE, 2022). Apesar de positiva, a longevidade traz desafios, já que o envelhecimento biológico é um processo progressivo, marcado por declínios morfológicos e funcionais. Como consequência, aumentam doenças crônicas e limitações que afetam a qualidade de vida da pessoa idosa (OMS, 2021). O objetivo da pesquisa é analisar o perfil dessa população quanto a variáveis antropométricas, capacidade funcional, força muscular e qualidade de vida. Material e Métodos: Foi realizado estudo transversal com pessoas acima de 60 anos cadastradas na Universidade Aberta à Longevidade, Inclusão e Saúde (UNALIS). Foram avaliadas características sociodemográficas, antropométricas, questionário de qualidade de vida (QV, SF-36), força muscular (periférica e respiratória) e capacidade funcional (teste de sentar e levantar). A análise dos dados contemplou valores médios, desvio padrão, frequência e porcentagens. Resultados e Discussão: Foram avaliados 176 pessoas idosas, sendo a maioria do sexo feminino (85%). Em relação às condições clínicas, destacou-se elevada presença de hipertensão arterial sistêmica (63%), seguida por colesterol elevado (25%) e diabetes (23%). Quanto aos hábitos e aspectos funcionais, 18% fumantes e 60% praticavam atividade física. Apesar disso, 64% tinham obesidade abdominal, importante fator de risco cardiometabólico, e 45% força muscular periférica diminuída com dinapenia. A força respiratória e a capacidade funcional encontram-se abaixo dos valores preditos para a idade. Observou-se QV mais baixa no domínio Estado Geral de Saúde e mais alta em Aspectos Sociais. Conclusão: Espera-se que os resultados contribuam para identificar precocemente alterações e direcionar condutas específicas, impactando positivamente a qualidade de vida. O presente estudo continua em andamento para analisar as relações das variáveis e estratificar riscos.
Referência 1:IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2022
Referência 2:CICONELLI, R. M. et al. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Revista Brasileira de Reumatologia, v. 39, n. 3, p. 143-150, 1999.