| Resumo: | O consumo desempenha um papel essencial na economia há tempos, sendo responsável por impulsionar o ciclo econômico por meio das compras realizadas pelos consumidores no mercado. No entanto, o consumo exagerado “cegou a sociedade, que, ao tentar olhar para o horizonte, viu-se impotente e submissa aos riscos gerados por seu comportamento.” (Hogemann; Santos, 2015, p. 131), gerando consequências negativas, como o endividamento da população, o agravamento das condições de pobreza e, sobretudo, impactos ambientais irreversíveis. Nesse contexto, o objetivo principal é analisar, com base em uma revisão de literatura e uma análise empírica a partir de dados secundários de pesquisas nacionais e, sobretudo, através da utilização de microdados, disponibilizado pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS), coletados por meio da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC), se a intenção declarada da população em adotar práticas sustentáveis, no que se refere ao consumo, corresponde à efetivação dessas ações no cotidiano. Os resultados obtidos indicam que uma parcela significativa dos entrevistados demonstra consciência e preocupação com as questões ambientais, além de um aumento significativo na intenção de adotar comportamentos sustentáveis ao longo dos anos. No entanto, as porcentagens revelam que essa intenção nem sempre se concretiza em ações: muitos dos que afirmam ter preocupação ambiental não afirmam declarar a pratica de ações pró-ambientais. Por fim, conclui-se que ainda é necessário fortalecer os processos de conscientização da população brasileira, a fim de transformar intenções em práticas sustentáveis diárias, por meio de introdução de práticas de incentivo ao consumo sustentável em escolas e bairros, uso das mídias na disseminação de conscientização sobre o consumo e ações coletivas, que são estratégias mais desejáveis e “com um custo menor do que o de ações individuais” (Portilho,2016, p. 4).
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