| Resumo: | Introdução/Referencial Teórico: O ingresso no ensino superior exige novas demandas e competências, tornando-se um desafio para muitos estudantes. Destaca-se a importância de ambientes colaborativos e interativos que favoreçam a adaptação e reduzam a evasão (CUNHA; CARRILHO, 2005). Assim, o projeto do PET busca acolher os ingressantes em Fisioterapia. Materiais e Métodos: Este trabalho baseia-se em dois grupos, o controle com uma turma de ingressantes no ano de 2020. E intervencionista, ingressantes no ano de 2021, participantes do projeto, estruturado em três etapas: 1) Organização: Ingressantes foram divididos em equipes, orientados por petianos. Criaram-se grupos onlines para comunicação e agendamento de reuniões. 2) Execução: Realizaram-se 10 encontros, semanais, via Google Meet. O conteúdo foi previamente definido e a presença contabilizada. No último ano de graduação, ambos os grupos responderam ao Formulário QAES completo de adaptação ao ensino superior. Resultados e Discussão: Baseado nas respostas obtidas pelo formulário não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em relação à adaptação acadêmica (25,40±2,04 vs. 26,09±4,28; p=0,900), adaptação social (35,90±1,95 vs. 35,82±3,81; p=0,014), bem-estar emocional (25,50±5,37 vs. 24,45±7,31; p=0,151), satisfação com a universidade (31,60±5,67 vs. 33,36±3,07; p=0,687) e compromisso com o curso (40,00±2,53 vs. 35,55±2,94; p>0,05). Entretanto, os achados sugerem melhora na adaptação acadêmica e satisfação com a universidade entre os participantes do grupo intervenção. Esses resultados indicam que o projeto pode ter favorecido a integração e a percepção positiva do ambiente. Conclusão: Tais resultados dialogam com pesquisas anteriores que apontam que iniciativas de acolhimento têm potencial para reduzir a evasão e promover integração entre os universitários, logo o projeto Pet do Pet é crucial na inserção de alunos ao ensino superior.
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