VISITA TÉCNICA AO AMBULATÓRIO LGBTQIAPN+: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DO CUIDADO INTEGRAL
Resumo:Introdução: O acesso da população LGBTQIAPN+ aos serviços de saúde ainda enfrenta desafios, o que evidencia a necessidade de práticas que garantam acolhimento e integralidade. Ambulatórios especializados surgem como espaços estratégicos de acompanhamento clínico e psicológico, promovendo cuidado e inclusão para esse público. Este estudo descreve uma visita técnica a um ambulatório em Espírito Santo do Pinhal-SP e analisa a assistência multiprofissional e os aspectos organizacionais para subsidiar a implementação de serviço similar em Alfenas-MG. Referencial teórico: A Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bisexuais, Travestis e Transsexuais estabelece diretrizes para serviços voltados às necessidades específicas desse público e reafirma o princípio constitucional de “promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, o que fortalece ações de respeito à diversidade. Material e método: Relato de experiência conduzido pelo PET-Saúde: Equidade, em parceria com docentes, discentes e atenção primária. A visita, em agosto de 2024, incluiu observação da estrutura física, apresentação do fluxo de atendimento e roda de conversa com a equipe. Resultados e discussão: Constatou-se atuação integrada da equipe multiprofissional (médica, enfermeira, psicóloga, assistente social e advogada), com acompanhamento que inclui consultas de rotina, terapia hormonal e orientações jurídicas e sociais. A participação de uma integrante do PET e de uma usuária do serviço, proporcionou um olhar direto sobre as demandas enfrentadas, o que destaca a necessidade da escuta ativa da população assistida. A experiência reforçou a importância da prática centrada no usuário e da integração da equipe para a criação de serviços em outras comunidades. Conclusão: A visita técnica ampliou a compreensão sobre barreiras e potencialidades da assistência à população LGBTQIAPN+, incentivou a criação de um ambulatório e fortaleceu a articulação entre ensino, serviço e comunidade para a promoção da equidade em saúde.
Referência 1:BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [s.d.].
Referência 2:BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais [recurso eletrônico]. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013.