AVALIAÇÃO EQUILÍBRIO MUSCULAR AGONISTA E ANTAGONISTA DA ARTICULAÇÃO DO JOELHO E SUA CORRELAÇÃO COM PARÂMETROS BAROPODOMÉTRICOS
Resumo:Introdução: Dores no joelho podem acometer indivíduos ao longo da vida, resultando em consultas recorrentes às clínicas ortopédicas. Um dos fatores associados consiste no desequilíbrio entre a musculatura agonista e antagonista da articulação do joelho, desencadeando adaptações estruturais e dor. Referencial teórico: Nesse sentido, a avaliação da força muscular torna-se indispensável para prevenção e tratamento dessas queixas, tendo como referência o teste de resistência muscular localizada, permitindo observar desequilíbrios agonista-antagonista de uma articulação. Este estudo buscou investigar a correlação entre desequilíbrio muscular da articulação do joelho e variáveis de equilíbrio postural obtidas pela baropodometria computadorizada. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal correlacional, com amostra composta por 34 voluntários. O equilíbrio muscular foi avaliado pelo teste de resistência muscular localizada, com resistência elástica até a fadiga, conforme descrito no “Manual Fotográfico: avaliação e treino por RM” 1ªed, e o desequilíbrio mensurado pelo aplicativo RM. Além disso, foi realizada avaliação do equilíbrio postural estático e dinâmico por baropodometria computadorizada: distribuição de massa e estabilometria com os olhos abertos (OA) e fechados (OF). Resultados e Discussão: Os dados coletados foram analisados pelo teste de correlação de Sperman, indicando correlação fraca entre distribuição de massa anterior com OF (r=0,367 e p=0,033), distribuição de massa posterior OF (r=-0,367 e p=0,033), estabilometria de oscilação de massa com OA (r=-0,357 e p=0,038) e estabilometria de oscilação de massa latero-lateral com OA (r=-0,347 e p=0,045) com desequilíbrio do membro inferior esquerdo e entre estabilometria de oscilação de massa latero-lateral (r=-0,385 e p=0,024) com o desequilíbrio do membro inferior direito. Conclusão: Assim, para a amostra avaliada, verificou-se correlação fraca entre o desequilíbrio muscular e parâmetros de estabilidade postural, sugerindo baixa influência dessa variável sobre a estabilidade global.
Referência 1:BARROS, M. A. P. DE et al. Reprodutibilidade no teste de uma repetição máxima no exercício de puxada pela frente para homens. Revista brasileira de medicina do esporte, v. 14, n. 4, p. 348–352, 2008.
Referência 2:BENTO, A. G. M. R. et. al. Manual Fotográfico: Avaliação e Treino com RM. 1ªed. Alfenas: Universidade Federal de Alfenas, 2022.