| Resumo: | Introdução/Referencial teórico – A extensão universitária tem papel essencial na integração entre conhecimento científico e demandas sociais, fortalecendo a formação acadêmica e ampliando o acesso a práticas de saúde. Nesse contexto, a auriculoterapia a laser surge como um recurso terapêutico não invasivo, baseado na estimulação de pontos específicos do pavilhão auricular para alívio da dor e reequilíbrio funcional do organismo. Diferente das agulhas, o uso do laser é indolor e bem aceito pelos pacientes, apresentando efeitos fisiológicos como analgesia, modulação inflamatória e melhora da circulação local. Evidências apontam benefícios na redução de dores musculoesqueléticas, cefaléias e distúrbios funcionais, configurando-se como alternativa complementar à fisioterapia.
Materiais e métodos – O projeto foi desenvolvido por discentes de Fisioterapia, sob supervisão docente, atendendo pacientes da comunidade com queixas dolorosas. Foram 26 pessoas atendidas no total - em sua maioria mulheres -, sendo que algumas entraram quando o projeto já havia começado. O número de pacientes que participou do início ao fim foi 8. As sessões ocorreram uma vez por semana, com duração de 20 a 30 minutos, durante 18 semanas. Foram aplicados protocolos de auriculoterapia a laser em pontos relacionados às áreas dolorosas relatadas pelos pacientes. O equipamento utilizado foi um laser de baixa intensidade (comprimento de onda vermelho), respeitando as normas de biossegurança.
Resultados e discussão – Ao longo do projeto, os participantes relataram redução significativa da intensidade da dor, melhora da qualidade do sono, maior relaxamento corporal e disposição física para atividades diárias. A boa aceitação da técnica se destacou pela ausência de desconforto, tornando o recurso especialmente viável para indivíduos sensíveis a agulhas. Além dos benefícios clínicos, o projeto contribuiu para a vivência prática e científica dos discentes, aproximando-os de uma ferramenta terapêutica em expansão no campo da fisioterapia integrativa.
Conclusão – Sendo assim, conclui-se que a auriculoterapia a laser mostrou-se eficaz e bem aceita no controle da dor, reforçando sua relevância como recurso complementar na promoção da saúde e no bem-estar da comunidade atendida, além de enriquecer a formação acadêmica dos estudantes envolvidos.
|