QUALIDADE DOS CARDÁPIOS ESCOLARES DE UM MUNICÍPIO DE MINAS GERAIS
Resumo:Introdução: Dados publicados pela OMS revelam que 7 das 10 principais causas de morte no mundo são Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), portanto desenvolver hábitos saudáveis na infância é essencial para o desenvolvimento saudável e prevenção dessas doenças. Esta pesquisa visa avaliar a qualidade dos cardápios escolares de um município do sul de Minas Gerais referentes ao ano de 2023, por meio de duas ferramentas oficiais. Referencial Teórico: É importante avaliar os cardápios escolares a fim de verificar se cumprem os requisitos legais e se contribuem para a promoção da saúde. Materiais e métodos: Os cardápios escolares oferecidos aos alunos foram divididos em “matutino” e “vespertino” e avaliados pelo método “Avaliação Qualitativa das Preparações do Cardápio” (AQPC) sendo analisados aspectos positivos (folhosos e frutas) e aspectos negativos (monotonia de cores, carnes gordurosas, doces, frituras, alimentos ricos em enxofre e frituras associadas a doces), com os resultados tabulados no excel; e pelo software “Índice de Qualidade da Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional” (IQ COSAN Escolar) para pré-escola, ensino fundamental e médio, e EJA. Resultados e discussão: Pela ferramenta do AQPC, os resultados foram semelhantes em ambos os turnos. Destaque para, a baixa oferta de frutas e folhosos, entre “regular” e “ruim”. De acordo com a ferramenta IQ COSAN os cardápios apresentaram pontuação acima de 76 pontos, que é o mínimo de adequação. No entanto, o turno vespertino apresentou pontuação de 81.72, sendo inferior a do matutino em 4,87 pontos, principalmente, pela menor oferta de leite e derivados nesse turno. Conclusão: Conclui-se que, ambas as ferramentas são úteis para avaliação da qualidade da alimentação escolar. E que os cardápios analisados atendem o exigido pelas ferramentas em sua grande parte e podem favorecer para a nutrição adequada dos indivíduos e prevenção de DCNT.
Referência 1:BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, Df: Ministério Da Saúde, 2014.
Referência 2:MALTA, D. C. et al. A construção da vigilância e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis no contexto do Sistema Único de Saúde. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 15, n. 3, set. 2006.
Referência 3:PRADO, B. G.; NICOLETTI, A. L.; FARIA, C. DA S. Avaliação Qualitativa das Preparações de Cardápio em uma Unidade de Alimentação e Nutrição de Cuiabá- MT. Journal of Health Sciences, v. 15, n. 3, 2013.