| Resumo: | Este resumo tem como objetivo apresentar os principais desafios e contribuições da incubação em empreendimentos populares vinculados à ITCP/UNIFAL-MG. Estes se encontram dentro da perspectiva da economia solidária, que, segundo Gaiger (2009), emerge no Brasil como uma resposta às desigualdades sociais, propondo formas organizativas pautadas na cooperação, autogestão e democratização das relações de trabalho. Segundo Singer (2018), os princípios éticos e solidários que norteiam esses empreendimentos buscam a geração de trabalho e renda de forma inclusiva e sustentável. Contudo, o estabelecimento e a efetivação de práticas sustentáveis enfrentam dificuldades importantes, como a escassez de informações sobre a legislação e políticas públicas, vulnerabilidade da gestão coletiva, a ausência de suporte técnico constante e a limitação de recursos que impede a adoção de práticas sustentáveis de forma efetiva. Além disso, muitos grupos apresentam dificuldades em consolidar valores e práticas coletivas que garantam autonomia. Guerra (2014) destaca que os valores do trabalho, orientados pela solidariedade e participação democrática, são fundamentais para promover a autogestão dos grupos e a sustentabilidade a longo prazo. Nesse sentido, a incubação promovida pela ITCP/UNIFAL-MG viabiliza um espaço de aprendizado entre o conhecimento acadêmico e o saber popular, atuando como mediadora nas práticas comunitárias, oferecendo suporte técnico, formação continuada e estímulo à inovação social. Em suma, a sustentabilidade nos empreendimentos econômicos solidários vai além de técnicas produtivas e ambientalmente responsáveis, visando a consolidação de valores e práticas coletivas que garantam constância e estabilidade a essas iniciativas.
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