| Resumo: | Historicamente, o ensino de história vem sendo trabalhado por meio de atividades e aulas que privilegiam o significado do conteúdo em detrimento do sentido, o que gera um distanciamento — e afastamento — dos alunos diante do conteúdo analisado. Em nosso núcleo do PIBID, coordenado pelo professor Olavo Pereira Soares, foi percebida uma defasagem de leitura e escrita em todas as escolas que estão sendo acompanhadas. Desse modo, este trabalho, em consonância com nosso objetivo em todo o semestre 2025/1, se referencia na Teoria histórico-cultural (Muller, 2010) com o propósito de construir sentidos acerca do tema analisado, desenolvendo atividades que exercitem a leitura e escrita dos alunos. A linguagem é o meio pelo qual desenvolvemos e apropriamos conceitos e habilidades, portanto cabe também do professor de História, aprimorar as competências críticas/sensíveis da leitura e escrita de textos. Dessa forma, desenvolvemos, em conjunto com a professora de História, Juliana Rímoli, uma atividade sobre a matéria curricular da Revolução Francesa, aplicada na Escola Estadual Napoleão Salles, em Alfenas-MG, com as turmas do 8º ano regular. Após as explicações gerais sobre a história política, econômica e social da Revolução Francesa, feitas pela professora, propusemos uma tarefa reflexiva que estimulasse o sentido dos alunos: eles deveriam escrever cartas, seja para familiares, amigos(as), namorados(as) etc., contando ou descrevendo alguma experiência presenciada por eles, de modo que se imergissem na História canônica dos acontecimentos de 1789-1799. Algumas sugestões foram apresentadas, como: “Escreva uma carta-resposta a Maria Antonieta sobre sua célebre frase ‘que comam bolo/brioche’”. A atividade envolveu um número significativo dos estudantes e revelou a necessidade de promover um número maior de atividades dessa natureza nos processos de construção do conhecimento histórico escolar.
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