ENTRE AMIGOS E/OU INIMIGOS? O DESAFIO DOS FALSOS COGNATOS NO ENSINO DO ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA E O ENEM NO CONTEXTO ESCOLAR BRASILEIRO
Resumo:A evidente proximidade entre o português e o espanhol como línguas próximas (González, 2004), enfrenta diversos desafios no ensino de língua espanhola no contexto educacional brasileiro. Embora o parentesco histórico-cultural e as semelhanças estruturais facilitem a aprendizagem inicial entre os falantes de ambas línguas, também essas semelhanças podem provocar dificuldades em fases de maior desenvolvimento linguístico ou aprendizem de uma língua estrangeira como o espanhol. Deste modo, um dos fenómenos que mais gera equívocos na aprendizagem do idioma espanhol como L2, são os chamados “falsos amigos” ou “falsos cognatos”, ou seja, termos ou palavras que têm grafias ou pronúncias semelhantes em ambas as línguas, mas com significados distintos, sendo que o termo "falsos cognatos" descreve a natureza da palavra e "falsos amigos" descreve o engano que causam ao aprendiz (Durão, 2004). Esse estudo desenvolvido no âmbito das ações formativas do Subprojeto Interdisciplinar de Letras/Línguas Estrangeiras, que integra o Programa Institucional de Bolsas à Iniciação Docente – PIBID/CAPES (2024- 2026) da Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL/MG, em parceria com a Escola Estadual Prefeito Ismael Brasil Correa, possibilitou a aplicação de diversas atividades práticas com alunos do Ensino Médio, a fim de analisar o impacto do ensino dos “falsos amigos” e sua contribuição para o desenvolvimento, interpretação e compreensão de textos em L2, bem como de enfrentar e preparar os estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), considerando que os "falsos cognatos" surgem muitas vezes como “armadilhas linguísticas” nas questões de interpretação em língua espanhola. A metodologia basou-se em observação de sala de aula, dramatização e aplicação de atividades lúdicas adaptadas ao público-alvo, tendo como foco contribuir na redução de erros recorrentes na compreensão e interpretação da L2. Assim, mesmo sem um pleno domínio da língua espanhola, os estudantes do Ensino Médio poderão enfrentar e superar os desafios propostos pelo ENEM.
Referência 1:GONZÁLEZ, N. Maia. Lugares de reflexión en la formación del profesor de E/LE (La particular situación de Brasil). Revista RedELE, n. 0, marzo 2004. Disponível em: https://www.educacionfpydeportes.gob
Referência 2:CAMORLINGA, Rafael. A distancia da proximidade-A dificuldade de aprender uma língua fácil. In: Revista PUCP/SP. 1997. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/intercambio/article/view/4098/2
Referência 3:DURÃO, A. B. A. B. Análisis de errores en la interlengua de brasileños aprendices de español y de españoles aprendices de portugués. Londrina: Eduel, 2004.