| Resumo: | Introdução: Indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam, com frequência superior à da população geral, sintomas gastrointestinais (GI). Diante da reconhecida conexão entre o intestino e o cérebro, estratégias que modulam a microbiota intestinal vêm sendo investigadas como possíveis abordagens terapêuticas para pessoas com TEA. Objetivo: Oferecer uma visão geral sobre os efeitos causados pelo uso de probióticos, prebióticos ou Transplante de Microbiota Fecal (TMF) e suas combinações, em relação aos sintomas neurocomportamentais e GI de indivíduos com TEA. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa (RI) da literatura nas plataformas PubMed, SciELO, LILACS e Scopus, a partir dos descritores “autistic disorder", "autism"', "prebiotics", "probiotics", "fecal microbiota transplantation" e "fecal transplantation", utilizando os operadores booleanos"AND" e “OR". Foram selecionados apenas artigos dos anos de 2013 a 2022, publicados em português, inglês ou espanhol e que possuíam relação direta com o tema. Resultados: Foram analisados 24 artigos na íntegra, dos quais 14 obedeciam aos critérios de inclusão e tiveram seus resultados analisados na presente revisão. Desses, dois relataram melhora dos sintomas GI com uso de probiótico, prebiótico e/ou TMF, nove mencionaram melhora tanto dos sintomas GI como dos neurocomportamentais com as terapias utilizadas e os outros três avaliaram a mudança dos sintomas neurocomportamentais. Conclusão: As terapias com probióticos, prebióticos e TMF possuem um efeito promissor na modificação da microbiota e na melhora dos sintomas neurocomportamentais e GI em pessoas com TEA.
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