| Resumo: | A própolis verde brasileira é reconhecida por suas propriedades biológicas, atribuídas principalmente aos compostos fenólicos, porém sua baixa solubilidade em água limita aplicações em formulações funcionais e farmacêuticas (Franchin et al., 2024). Este trabalho teve como objetivo desenvolver partículas bioativas de própolis verde utilizando goma arábica como carreador por spray drying e avaliar a atividade antioxidante do material obtido. A própolis verde (SisGen nº AFDE9B6) foi coletada em Guaxupé, Minas Gerais, e utilizada para a obtenção do extrato etanólico (EEPV), preparado com etanol a 80% em água e concentrado em rotaevaporador a 45 °C. O EEPV foi submetido ao spray drying com goma arábica (120 g dissolvida e 30 g de extrato líquido) para formação das partículas, posteriormente caracterizadas quanto à morfologia por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e umidade. A quantificação de compostos fenólicos totais foi realizada pelo método de Folin–Ciocalteu, expressa em mg de equivalentes de ácido gálico (GAE)/g, e a atividade antioxidante pelo método FRAP, expressa em µmol de sulfato ferroso/g. De acordo com os resultados, as partículas obtidas apresentaram concentração de 536 mg de própolis/g de pó, morfologia regular, umidade de 6,63% ± 0,04 e maior solubilidade em água em relação ao extrato. O teor de fenólicos totais foi de 105,3 ± 2,4 mg GAE/g no extrato e 54,3 ± 0,8 mg GAE/g nas partículas. A atividade antioxidante FRAP mostrou 296,6 ± 47,3 µM FeSO4.g-1 para o extrato e 92,2 ± 9,7 µmol µM FeSO4.g-1 para as partículas. Em conclusão, o spray drying com goma arábica possibilitou a obtenção de partículas de própolis verde com boa morfologia, estabilidade e maior solubilidade em água, embora com redução dos teores de fenólicos e da atividade antioxidante, demonstrando potencial para aplicação em formulações bioativas aquosas.
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