| Resumo: | A utilização de materiais didáticos configura-se como um recurso fundamental para o ensino
e para a divulgação científica, na medida em que possibilita tornar o conhecimento mais acessível,
dinâmico e compreensível a diferentes públicos. Nesse contexto, a diversidade de ovos de animais
cordados representa um instrumento pedagógico de grande relevância, uma vez que evidencia aspectos
morfológicos e evolutivos essenciais para o ensino de Zoologia. Com o intuito de demonstrar a ampla
diversidade de ovos produzidos por diferentes grupos de cordados, procedeu-se à confecção de réplicas
de espécies representativas, incluindo espécies fósseis, como os dinossauros e também representantes
da fauna atual, como ovos de peixes cartilaginosos, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Para a
produção das réplicas, empregaram-se materiais acessíveis como gesso, bexigas para moldagem, papel,
cola e a técnica de papietagem, a qual consiste na aplicação sucessiva de camadas de papel e cola sobre
um molde, até se obter a forma desejada. Paralelamente, foram confeccionadas réplicas fósseis em
gesso, com o objetivo de enriquecer atividades educativas desenvolvidas no Museu de História Natural
da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Essas réplicas vêm sendo empregadas em oficinas
realizadas no espaço museal, bem como em ações de ensino em escolas e em exposições abertas ao
público, oferecendo uma experiência interativa que aproxima os visitantes dos métodos de estudo
paleontológico. Tanto os modelos de ovos quanto as réplicas fósseis possibilitam explorar a diversidade
morfológica e evolutiva da vida, evidenciada em diferentes formatos, texturas, cores e dimensões. O
uso desses materiais didáticos favorece a aproximação entre teoria e prática, ampliando a compreensão
dos conteúdos em distintos níveis de ensino e promovendo a valorização do patrimônio natural e
científico.
|
| Referência 1: | SANTOS, S.; BAPTISTA, G. Réplicas zoológicas para o ensino e aprendizagem de biologia: uma
pesquisa colaborativa. Revista Areté, Manaus, v. 12, n. 26, p. 1-15, 2019. |