| Resumo: | Introdução: A COVID-19 se manifestou por sintomatologia predominantemente respiratória, mas
gerou manifestações em múltiplos órgãos e sistemas (CHENG et al., 2025), observadas após a
recuperação da infecção aguda. Referencial teórico: A Covid longa, definida por sintomas persistentes
por pelo menos três meses posteriores à infecção, se manifesta pela presença deles com impacto na
saúde global (AL-ALY et al., 2024). Este estudo avaliou a qualidade do sono, estado nutricional e
insegurança alimentar de indivíduos recuperados da COVID-19. Materiais e Métodos: Estudo
transversal, aprovado em comitê de ética (parecer nº: 5.728.135), com entrevistas aos usuários de uma
Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Alfenas-MG, entre 2022 e 2023. Índice de massa corporal
(IMC), circunferência abdominal e índices de Qualidade do Sono (PSQI) e de Insegurança Alimentar
(EBIA) foram obtidos e submetidos à análise estatística (software R; p5) ocorreu para 46 participantes (42,6%) e sintomas
persistentes para 63 (58,3%), sem acompanhamento de saúde. IMC e circunferência abdominal foram
superiores entre maus dormidores [(29,4 x 26,6 kg/m2
; p=0,019); (99,9 x 89,6 cm; p=0,004),
respectivamente], assim como a frequência de sintomas pós-covid (101 x 78; p=0,0491). Insuficiência
alimentar ocorreu para 33,3%, porém sem diferença entre bons e maus dormidores (p=0,138). Quase
metade da amostra tem má qualidade do sono e a maioria convive com sintomas pós-covid sem
acompanhamento, com alto índice de obesidade/sobrepeso. Conclusão: Os achados apontam para a
necessidade de avaliação e intervenção interprofissional para a Covid longa na ESF, bem como de ações
de conscientização sobre essa condição subdiagnosticada.
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| Referência 2: | AL-ALY, Z.; DAVIS, H.; MCCORKELL, L. et al. Long COVID science, research and policy.
Nature Medicine, v. 30, n. 8, p. 2148-2164, 2024. DOI: https://doi.org/10.1038/s41591-024-03173-6 |