| Resumo: | Este estudo parte de reflexões teóricas sobre a arborização de praças públicas próximas a
escolas em Alfenas (MG), consideradas áreas verdes estratégicas para a educação ambiental em
contextos não formais. O objetivo é analisar como esses espaços podem integrar elementos da ecologia
da paisagem e funcionar como recurso educativo, articulando planejamento urbano, arborização e
equidade social. A pesquisa investiga a presença e distribuição dessas áreas verdes e sua relação com a
promoção da equidade socioambiental, destacando o papel da educação ambiental como ferramenta de
intervenção. Além disso, busca fornecer subsídios para a aplicação de sequências didáticas por
professores de diferentes disciplinas, abordando árvores urbanas e seus serviços ecossistêmicos,
promovendo engajamento estudantil e ampliando a compreensão sobre a importância da arborização
para o futuro do planeta. O município apresenta contato limitado com ambientes naturais, seja pela
expansão do agronegócio, seja pelas áreas alagadas associadas ao reservatório de Furnas. Dados do
MapBiomas (1985–2024) indicam baixa cobertura florestal (7,72%), predominância agropecuária
(74,16%) e expressiva área de água (15,35%). Nesse contexto, as praças arborizadas, que fazem parte
do cálculo de cobertura vegetal dentro do centro urbano o qual faz parte do município, oferecem
melhoria da qualidade do ar, regulação térmica, sequestro de carbono, saúde mental e lazer, além de
servir como recurso didático. Conclui-se que, ao combinar funções ecológicas, sociais e pedagógicas,
as praças contribuem significativamente para cidades mais resilientes e sustentáveis.
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