| Resumo: | Relata-se aqui a experiência de duas bolsistas de iniciação à docência em uma escola
estadual no sul de Minas Gerais, marcada pela dificuldade do ambiente escolar em implementar novas
tecnologias nos processos educacionais. As TIC 's se tornam cada vez mais indispensáveis em nosso
meio social (BELLONI, 2012), especialmente entre jovens nativos digitais que são atravessados
completamente na medida em que essas tecnologias se fazem presentes em todos os âmbitos da vida,
sendo capazes de transformar relações e percepções de mundo.
Como licenciandas em Ciências Sociais, somos constantemente instigadas a analisar criticamente os
avanços tecnológicos, compreendendo que estes não devem ser vistos apenas de forma negativa. O
desafio é apropriar-se das tecnologias de modo a beneficiar os estudantes. Contudo, enfrentamos
obstáculos, como a burocracia institucional e a resistência de profissionais que, sem formação
continuada, deixam de enxergar os meios digitais como ferramentas valiosas (FANTIN;
RIVOLTELLA, 2012).
Essa resistência reflete um modelo tradicional e hierárquico de ensino, que contrasta com a cibercultura
de Lévy (1999), pautada na descentralização do conhecimento. Na prática, observamos que, embora as
tecnologias estejam presentes na escola, seu uso é limitado a filmes ou slides, reproduzindo abordagens
passivas.
Freire (2006) critica a “educação bancária” que reduz o estudante a receptor, o que dificulta a
integração das TIC 's. Sua proposta de educação humanizadora converge com a inteligência coletiva de
Lévy, defendendo uma construção colaborativa do conhecimento.
Portanto, é urgente a incorporação adequada das tecnologias na escola, superando o paradigma
tradicional e criando ambientes dinâmicos e inclusivos. Somente por meio delas a educação poderá
dialogar criticamente com a sociedade digital e formar sujeitos ativos e conscientes.
|