QUANDO A CIDADE VIRA ESCOLA: A PARTICIPAÇÃO JUVENIL NA CONSTRUÇÃO DE UM TERRITÓRIO EDUCADOR
Resumo:Esta pesquisa busca analisar a receptividade, adesão e impactos do programa Cidade Escola entre os jovens de Alfenas, sob a perspectiva das Cidades Educadoras. O conceito de Cidades Educadoras propõe a ampliação do processo educativo para além dos muros escolares, integrando-o ao espaço urbano e à vida cotidiana. Nesse contexto, programas como o Cidade Escola, implementado em Alfenas-MG, surgem como iniciativas fundamentais para promover a educação integral e a participação juvenil. O estudo ancora-se nos princípios da Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE), nos conceitos de educação não formal (GOHN, 2010; BRANDÃO, 1981) e no debate sobre juventudes (GROPPO, 2016; DAYRELL, 2007), compreendendo-as como atores sociais plurais. Dessa forma, parte-se da abordagem qualitativa visando centralizar as narrativas dos sujeitos. A coleta de dados utilizará entrevistas semiestruturadas (OLIVEIRA et al., 2023) com jovens participantes, educadores sociais e coordenadores, complementadas pela observação participante (BRANDÃO, 2008) nas atividades do programa. Os dados serão analisados mediante análise de conteúdo (BARDIN, 2011). Espera-se compreender os fatores que influenciam o engajamento juvenil, avaliar a contribuição do programa para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, socioemocionais e de cidadania, além de identificar possíveis desafios e potencialidades de sua implementação. Almejando a contribuição para a ampliação e aprimoramento de políticas públicas educativas, destacando o papel do território como agente educativo e o potencial do programa como modelo replicável em outros contextos urbanos.
Referência 1:BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação não formal? São Paulo: Brasiliense, 1981.
Referência 2:DAYRELL, Juarez. A escola como espaço sociocultural. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.
Referência 3:GROPPO, Luis Antonio. Sentidos de juventude na sociologia e nas políticas públicas do Brasil contemporâneo. Revista de Políticas Públicas, São Luís, v. 20, n. 1, p. 383-402, jan./jun. 2016.