MECANISMOS MOLECULARES DE COMPLEXAÇÃO ENTRE LISOZIMA OU CASEÍNA COM NANOPARTÍCULAS DE PRATA: CARACTERIZAÇÃO ENERGÉTICA.
Resumo:As interações entre proteínas e nanopartículas metálicas têm despertado crescente interesse científico, uma vez que desempenham papel central na construção de nanoestruturas funcionais. Essas interações estão diretamente associadas ao avanço de aplicações emergentes em áreas como sistemas de liberação controlada de fármacos, tecnologias antimicrobianas, formulações farmacêuticas inovadoras e até no desenvolvimento de alimentos funcionais. Nesse contexto, a prata se destaca devido às suas reconhecidas propriedades biológicas e à versatilidade de suas nanopartículas (AgNPs), que apresentam elevada reatividade superficial e capacidade de formar complexos estáveis com biomoléculas. Entre os modelos proteicos de maior relevância para o estudo dessas interações destacam-se a lisozima e a caseína micelar. A lisozima é uma proteína natural amplamente investigada por suas propriedades antivirais e antimicrobianas (BERGAMO; SAVA, 2024), configurando-se como um excelente sistema modelo para compreender o reconhecimento molecular em ambientes biológicos. Já a caseína micelar, presente no leite, representa um exemplo de proteína de elevada importância no setor alimentício, sendo fundamental para aplicações em nanoencapsulamento e liberação controlada de compostos bioativos (COELHO et al., 2019). O presente trabalho tem como objetivo avaliar a energética de interação entre AgNPs e essas proteínas, elucidando os mecanismos moleculares de complexação envolvidos. Na primeira etapa, as nanopartículas de prata foram sintetizadas por redução química e, em seguida, caracterizadas para confirmação de suas propriedades estruturais. Assim sendo, será realizada a análise termodinâmica da formação dos complexos, obtendo-se parâmetros como a constante de equilíbrio de ligação (