ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL DE PÃES ELABORADOS COM FARINHA DE GRÃO-DE-BICO E DIFERENTES PROPORÇÕES DE FARINHA SEM GLÚTEN
Resumo:O pão é um dos principais alimentos presentes no cotidiano dos brasileiros (IBGE, 2020). A busca por opções alimentares mais saudáveis e nutritivas tem sido uma preocupação crescente (Kantar, 2021). Ainda, com o aumento da incidência de doença celíaca devida a conscientização da população e de melhores resultados de testes sorológicos, emerge a necessidade de novas formulações de pães sem glúten (WORLD GASTROENTEROLOGY ORGANIZATION, 2025). Nesse cenário, a farinha de grão-de-bico (FGB) desponta como uma alternativa para enriquecer produtos de panificação feitos com a farinha sem glúten tradicional, por ser naturalmente isenta de glúten, apresentar elevado valor nutricional e agregar características sensoriais que podem melhorar a qualidade dos pães (SANTOS et al., 2021). Com o presente estudo, objetivou-se avaliar os efeitos da substituição parcial da farinha sem glúten tradicional pela FGB na composição nutricional de pães. Desse modo, foram produzidos pães com diferentes proporções de substituição (0%, 15%, 30%, 45% e 60%) e submetidos à análise de composição nutricional utilizando o Software Webdiet® e a TBCA-USP (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos – Universidade de São Paulo). Essa abordagem permitiu identificar variações no perfil nutricional em função da adição crescente da leguminosa. Os resultados preliminares evidenciam que a inclusão da FGB promoveu incremento significativo no teor proteico e de fibras alimentares. Ainda, observou-se redução do valor energético paralelamente ao aumento da adição da FGB. Tais evidências sugerem que a utilização da farinha de grão-de-bico em pães sem glúten não apenas amplia o valor nutricional, como também pode contribuir para maior aceitação entre consumidores que buscam opções mais saudáveis (ALMEIDA et al., 2023). Portanto, a incorporação da FGB em diferentes proporções representa uma estratégia promissora para a inovação na panificação sem glúten, oferecendo um produto nutritivo e com características tecnológicas passíveis de aplicação no mercado brasileiro.
Referência 1:SANTOS et al.(2021).Potential of chickpea and psyllium in gluten-free breadmaking: Assessing bread’s quality, sensory acceptability, and glycemic and satiety indexes. DOI:10.1016/j.foodhyd.2020.106487
Referência 2:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP). Tabela Brasileira de Composição de Alimentos – TBCA. Versão 7.0. São Paulo: Food Research Center (FoRC), 2019.Disponível em: https://www.tbca.net.br