JOVENS SOB PRESSÃO: ESTRESSE, QUALIDADE DO SONO E ANSIEDADE PODEM ATUAR COMO CATALISADORES DO ENVELHECIMENTO BUCAL?
Resumo:O envelhecimento precoce bucal (EPB) é uma condição cada vez mais observada em indivíduos jovens, caracterizada por sinais clínicos de desgaste acelerado dos tecidos orais, conferindo à cavidade bucal uma aparência envelhecida. Diante da escassez de informações científicas e da necessidade de compreender o perfil dos pacientes acometidos, este trabalho tem como objetivo avaliar o nível e a percepção de estresse, a qualidade do sono e os níveis de ansiedade em adultos jovens da comunidade acadêmica da UNIFAL-MG e em pacientes atendidos nas clínicas da Faculdade de Odontologia (FO/UNIFAL-MG). Foram avaliados adultos jovens, entre 19 e 24 anos, por meio de exame clínico e aplicação de questionários validados. A percepção de estresse foi investigada pelo Inventário de Stress de Lipp (ISSL) e pela Escala de Percepção de Estresse-10 (EPSS-10); a qualidade do sono pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh – versão brasileira (PSQI-BR); e os níveis de ansiedade pelo Inventário de Ansiedade de Beck (BAI). Até o presente momento, foram atendidos 6 pacientes (5 mulheres e 1 homem). No ISSL, 5 participantes (83,3%) apresentaram estresse, todos do sexo feminino. Pela EPSS-10, verificou-se que 100% da amostra demonstrou altos níveis de exposição ao estresse. Quanto à qualidade do sono, o PSQI-BR indicou que 5 pacientes (83,3%) apresentaram boa qualidade, enquanto 1 (16,7%) relatou qualidade ruim. No BAI, 3 (50%) apresentaram ansiedade mínima, 2 (33,3%) ansiedade leve e 1 (16,7%) ansiedade grave. Os resultados preliminares sugerem que jovens com sinais de EPB apresentam alta prevalência de estresse e exposição a fatores estressores, além de níveis variáveis de ansiedade, ainda que a maioria relate boa qualidade do sono. Tais achados reforçam a necessidade de aprofundar a investigação da relação entre aspectos emocionais e manifestações clínicas do EPB, destacando a relevância de abordagens multiprofissionais para seu manejo.
Referência 1:Lipp, M. E. N. (2000). Manual do Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL). São Paulo: Casa do Psicólogo.
Referência 2:Luft, C. B., Sanches, S. O., Mazo, G. Z., & Andrade, A. (2007). Versão brasileira da Escala de Estresse Percebido: Tradução e validação para idosos. Revista de Saúde Pública, 41(4), 606-615.
Referência 3:SOARES, P. V. et al. Síndrome do Envelhecimento Precoce Bucal. Editora Santos Publicações, 2023.