| Resumo: | Segundo Angela Alonso, “assistimos, principalmente ao longo da última década, a um processo de institucionalização da questão ambiental”, com a “tradução de dimensões suas em problemas de política pública” (ALONSO, 2002). Nesse contexto, o ambientalismo tem sido tópico de importantes discussões no âmbito político e pelo corpo social em sua completude, os quais buscam consolidar, de diversas maneiras, medidas eficazes no combate às mudanças climáticas em suas respectivas localizações. O objetivo dessa pesquisa foi analisar o funcionamento de instituições ambientais participativas no Sul de Minas Gerais. Na região administrativa intermediária de Varginha, foi realizado um levantamento sobre os conselhos municipais de meio ambiente, CODEMA ou COMDEMA. Os conselhos de meio ambiente são espaços de discussão, debates e conflitos de interesses. A metodologia utilizada foi pesquisa nos sites municipais dos conselhos do meio ambiente e contato direto com integrantes do CODEMA de cada um dos municípios. Constatou-se que há falta de participação efetiva da população, o que evidencia uma lacuna no instrumento democrático em questão, já que os conselhos deveriam viabilizar o acesso e a participação de diversos segmentos sociais nos espaços onde importantes decisões políticas são tomadas. Outro foco da pesquisa foi as conferências municipais do meio ambiente realizadas em 2024 e 2025. Essa pesquisa abrangeu as regiões administrativas intermediárias de Varginha e de Pouso Alegre. Novamente aqui, observou-se problemas e dificuldades na participação social. Em síntese, o estudo realizado evidenciou que, por mais que exista anseio por mudanças estruturais impactantes no ambientalismo regional, importantes instrumentos participativos como as conferências municipais e os conselhos municipais de meio ambiente, não tem sido utilizados de maneira plenamente exitosa para promover participação política em matéria ambiental.
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