QUALIDADE DE VIDA APÓS AVE HEMORRÁGICO POR HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA NÃO TRATADA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Resumo:Resumo: Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) ocorre devido às alterações no fluxo sanguíneo cerebral, resultando na morte de células na área afetada. Pode ser classificado como isquêmico (AVEi), causado por obstrução vascular, ou hemorrágico (AVEh), que decorre do rompimento de vasos sanguíneos, sendo este último mais grave. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco para o AVE, pois o aumento persistente da pressão arterial contribui para a formação de trombos e para a fragilidade vascular. Pessoas acometidas por AVE podem desenvolver sequelas físicas, cognitivas e psicológicas, como a depressão, que afeta de 10% a 34% dos casos. Essa condição compromete a autonomia e o bem-estar, dificultando a recuperação e impactando as dimensões biopsicossociais da pessoa. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo relatar a experiência de discentes de enfermagem no acompanhamento de uma pessoa com AVEh e analisar o impacto na sua qualidade de vida. Método: Trata-se de um relato de experiência realizado em 2025 com uma pessoa acometida por AVEh em 2021em um município do sudeste de Minas Gerais.. Ela encontra-se restrita ao leito e vem sendo acompanhada pelos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). Durante esse período, foram identificadas dificuldades na adesão ao tratamento da HAS e comprometimentos motores e cognitivos significativos, que afetaram a realização de atividades diárias e, consequentemente, a qualidade de vida. Resultados: Os danos neurológicos graves provocados pelo AVEh resultaram em limitações funcionais e cognitivas, culminando em um quadro depressivo, identificado pela equipe multidisciplinar durante visitas domiciliares. A qualidade de vida foi avaliada com base em relatos de familiares comparando sua condição antes e após o evento. Conclusão: A adesão ao tratamento da HAS é essencial na prevenção do AVEh e de suas consequências. O acompanhamento longitudinal permite intervenções precoces. Diante das limitações decorrentes do AVEh, é fundamental implementar ações de reabilitação motora, cognitiva e funcional, estimular as capacidades remanescentes, além de oferecer suporte emocional, especialmente por parte da equipe de enfermagem, visando à recuperação e à melhoria da qualidade de vida.
Referência 1:ODA, E. et al. Impact of modifiable risk factors on stroke in Latin America and the Caribbean: a subanalysis of the INTERSTROKE study. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 44, n. 102, 2020. Dispo
Referência 2:FERNANDES, Paula Teixeira. Aspectos psicossociais do AVC. ComCiência, n. 109, 2009. Disponível em: https://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-76542009000500027&lng=pt&nrm=iss