| Resumo: | O Antropoceno, conceito proposto para designar uma nova época geológica (Crutzen, 2015) marcada por alterações irreversíveis decorrentes da ação humana, impõe a necessidade de novas abordagens historiográficas. A partir dos desafios impostos pelo Antropoceno, esta pesquisa busca contribuir para uma necessária reescrita da historiografia, investigando como grupos “contracoloniais”, nos termos de Antônio Bispo dos Santos (2015), oferecem perspectivas alternativas para lidar com um futuro de incertezas diante da crise climática. Vinculada ao Laboratório de Políticas do Clima e Historicidades no Antropoceno (LAPACHA), esta iniciação científica irá analisar as narrativas e os discursos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), presentes em livros, em jornais, em panfletos e em exposições. Para isso, será estudada a história do MST no sul de Minas Gerais, a fim de compreender seu desenvolvimento na região, assim como analisar as raízes indígenas e afro-diaspóricas que orientam a luta cotidiana das famílias do Assentamento Quilombo Campo Grande. Por fim, busca-se compreender como esses saberes permitem a mobilização de formas de resistência ecológica frente ao capitalismo e ao colonialismo no Antropoceno. A pesquisa encontra-se em desenvolvimento.
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| Referência 1: | CRUTZEN, Paul J; STOERMER, Eugene F. O antropoceno. Piseagrama, Belo Horizonte, seção Extra! [conteúdo exclusivo online], 06 nov. 2015. |
| Referência 2: | SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, quilombos: modos e significações. Brasília: INCTI; UnB, 2015. |
| Referência 3: | LOWANDE, W. F. F.. Antropoceno, ciências humanas e historiografia. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 30, p. e2023067, 2023. |