| Resumo: | As plantas representam a maior parte da biomassa terrestre e desempenham papel essencial
no equilíbrio ecológico do planeta. O conhecimento sobre esse grupo tem beneficiado a humanidade de
diversas formas, seja pela identificação e cultivo de espécies voltadas à produção de alimentos,
utensílios e fármacos, seja por outras aplicações de relevância social e econômica. Apesar disso, a
interação entre seres humanos e plantas tem diminuído progressivamente, em especial devido ao
avanço da urbanização e da tecnologia. Esse distanciamento é agravado pela escassez de espaços
voltados à divulgação científica na área da botânica, o que contribui para a percepção equivocada de
que as plantas ocupam posição secundária frente a outros campos das ciências naturais, sendo,
portanto, menos valorizadas. Diante desse cenário, o presente trabalho apresenta uma iniciativa que
teve como objetivo suprir uma lacuna educacional identificada no Museu de História Natural da
Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), marcada pela ausência de recursos didáticos voltados
à Botânica. Para isso, foram coletadas sementes provenientes da região da Mata Atlântica, submetidas a
processos de higienização e classificação taxonômica. Em seguida, foi confeccionado um expositor
para a organização e apresentação permanente dessas sementes no acervo do Museu. A ação buscou
enriquecer a experiência museológica, oferecendo ao público visitante a oportunidade de contato direto
com a diversidade morfológica das sementes, perceptível em seus diferentes tamanhos, cores e texturas.
Além disso, pretendeu estimular a curiosidade científica, valorizar a flora regional e contribuir para
reduzir o fenômeno do chamado silenciamento botânico nos espaços museais.
|
| Referência 1: | NEVES, Amanda; BÜNDCHEN, Márcia; LISBOA, Cassiano Pamplona. Cegueira botânica: é possível
superá-la a partir da Educação?. Ciência & Educação (Bauru), v. 25, n. 3, p. 745-762, 2019 |