| Resumo: | A ausência ou fragilidade nos sentidos para a vida podem estar relacionadas com a crise suicida. Com o objetivo de estudar a
relação entre sentido da vida e crise suicida, realizamos uma pesquisa quantitativa com 362 estudantes universitárias/os, por
meio de questionários no formato de formulário virtual a partir das escalas: “Teste Propósito de Vida” e “Escala Multi
atitudinal de Tendência ao Suicídio”. Em relação aos escores médios das respostas, a maioria das/os participantes apresentam
baixo propósito de vida (56,4%) e baixa tendência ao suicídio (54,1%). No entanto, há correlação negativa entre as duas
escalas (p=-0,87), o que significa que quanto maior o propósito da vida, menor a tendência ao suicídio nas respostas e vice
versa. Além disso, foi possível notar que pessoas com mais de 30 anos têm mais propósito de vida. E a faixa etária entre 18 e
22 anos apresenta maior risco de crise suicida. Em relação às áreas dos cursos das/os respondentes, estudantes dos cursos de
ciências humanas, sociais e letras têm maior tendência ao suicídio, bem como menor sentido da vida expresso nas escalas. As
pessoas casadas e também as/os participantes que afirmaram ter alguma filiação religiosa têm menor chance de crise suicida e
maior tendência à definição de sentido da vida. Podemos concluir que há relação entre ter um sentido na vida claramente
definido e a tendência ao suicídio, mas a forma como essa relação se expressa varia com as situações sociodemográficas
das/os respondentes.
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| Referência 1: | AQUINO, Thiago Antonio Avellar. Viktor Frankl: para além de suas memórias. Revista Abordagem Gestáltica, Goiânia, v.
26, n. 2, p. 232-240, ago. 2020. |
| Referência 2: | FRANKL, Viktor E. A vontade de sentido: fundamentos e aplicações da logoterapia. São Paulo: Paulus, 2011. (1ª edição
original: 1969). |
| Referência 3: | GUTIERREZ, P. M. et al. Appropriateness of the Multi-Attitude Suicide Tendency Scale for non-White individuals.
Assessment, v. 11, n. 1, p. 73–84, 2004. |