OBTENÇÃO DE PIGMENTO VEGETAL MICROENCAPSULADO PARA PRODUTO DE MAQUIAGEM
Resumo:A crescente preocupação com a sustentabilidade tem estimulado a indústria cosmética a substituir pigmentos sintéticos por alternativas naturais, capazes de reduzir impactos ambientais e oferecer maior segurança ao consumidor. Nesse contexto, o uso de pigmentos de origem vegetal apresenta-se como estratégia inovadora e alinhada às demandas atuais por produtos mais saudáveis e ecologicamente responsáveis. O presente trabalho teve como objetivo obter micropartículas do extrato seco da amora-preta para aplicação em maquiagem do tipo blush. Os sistemas foram desenvolvidos a partir do diagrama de fases pseudoternário, selecionando sistemas isotrópicos para posterior incorporação do extrato. A caracterização inicial envolveu análises de tamanho de gotículas, pH, potencial zeta e comportamento reológico. Os resultados demonstraram tamanhos de gotículas de 23,27 (± 2,08) d.nm, pH 3,17 (±0,03), potencial zeta de –26,67 (±5,49) mV e viscosidade de 1,9cP, indicando comportamento newtoniano. O sistema selecionado foi submetido ao processo de secagem por spray dryer para obtenção do extrato seco. Obteve-se micropartículas predominantemente esféricas, com superficies levemente rugosas. O produto alcançou satisfatoriamente o objetivo proposto, evidenciando que pigmentos naturais constituem alternativa sustentável e inovadora para uso no setor cosmético.
Referência 1:MARTINHO, Luiz A. P.; MONTEIRO, Airton. Corantes e Pigmentos. 2011. Disponível em: https://www.crq4.org.br/quimicaviva_corantespigmentos. Acesso em: 12 ago. 2025.
Referência 2:NEVES, K. Formulação Verde. Cosmetics & Toiletries Brasil. São Paulo, v. 21. p. 23, 2009.
Referência 3:ZAMPIERI, Marcos Antonio Gonçalves. Obtenção do pigmento de amora-preta (Rubus spp.). 2015. 50 f. TCC (Graduação) - Curso de Química, Fundação Educacional do Município de Assis - Fema, Assis, 2015