POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE PREUSSIA C.F. AFRICANA: MAXIMIZANDO A BIOSSÍNTESE DE METABÓLITOS VIA OTIMIZAÇÃO DO CULTIVO.
Resumo:Fungos endofíticos são fontes promissoras de metabólitos secundários com diversas atividades biológicas (Xu et al., 2019). A otimização das condições de cultivo é fundamental para maximizar a produção de compostos de interesse, como os antioxidantes (Mahajan & Balachandran, 2015), que são essenciais para combater o estresse oxidativo relacionado a diversas doenças. Este estudo teve como objetivo otimizar o cultivo do fungo endofítico Preussia c.f. africana, variando fontes de carbono e inóculo, para avaliar o potencial antioxidante e o teor de fenólicos totais e flavonoides dos extratos orgânicos obtidos. Foi utilizado um Delineamento Composto Central Rotacional (2³) com 17 ensaios para otimizar o cultivo. Após a fermentação, extratos de clorofórmio e acetato de etila foram obtidos por partição líquido-líquido. O potencial antioxidante foi determinado pelo método de sequestro de radicais DPPH, e os teores de fenólicos e flavonoides totais foram quantificados pelos métodos de Folin-Ciocalteu e colorimétrico com cloreto de alumínio, respectivamente. Os extratos apresentaram elevado potencial antioxidante. A análise dos extratos clorofórmio e acetato de etila revelou, em geral, uma forte correlação entre o teor de fenólicos e a atividade antioxidante. Por exemplo, o extrato clorofórmio do ensaio 7 apresentou um dos maiores teores de fenólicos (201,88 μgEAG/mg) e, correspondentemente, uma elevada capacidade de sequestro de radicais DPPH (267,11 μmolET/g). Em contrapartida, os teores de flavonoides foram consideravelmente menores na maioria dos extratos. A otimização do processo de cultivo do Preussia c.f. africana foi eficaz para a produção de extratos ricos em compostos fenólicos com notável atividade antioxidante. Este endófito representa uma fonte biotecnológica promissora para a obtenção de novos antioxidantes naturais, justificando futuros estudos de purificação e identificação dos compostos bioativos.
Referência 1:Xu et al., 2019
Referência 2:Mahajan & Balachandran, 2015