| Resumo: | O ensino de Botânica, quando restrito à teoria, tende a gerar desinteresse e dificuldades de
aprendizagem. Metodologias que integrem observação e experimentação permitem aos alunos vivenciar
o conteúdo de forma prática, favorecendo engajamento e compreensão (SANTOS, 2020). Este trabalho
relata uma aula prática realizada com alunos do 8º ano do Ensino Fundamental II de uma escola estadual
de Alfenas (MG), utilizando microscópios e lupas da Universidade Federal de Alfenas. Com a
participação dos bolsistas do PIBID do subprojeto Ciências Biológicas no planejamento e execução, a
prática foi organizada em três etapas: (1) observação de lâminas de sementes, flores, caules, raízes e
folhas ao microscópio; (2) análise de diferentes flores e folhas em grupos com lupas, comparando
pigmentações e morfologia; (3) dissecção de flores de hibisco para identificação das estruturas
reprodutivas. A atividade buscou aproximar teoria e prática, promovendo autonomia e participação. Os
resultados indicaram que 57,1% dos alunos aprenderam muito, enquanto 42,9% relataram pouca
aprendizagem, embora todos se sentissem participantes. Observou-se interesse em compreender
estruturas reprodutivas na prática, refletindo aprendizagem significativa e engajamento. Conclui-se que
aulas práticas são fundamentais para tornar o ensino de Botânica mais atrativo, promovendo participação
ativa e consolidação do conhecimento.
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