CURSINHO POPULAR APRENDER A APRENDER: A REVOLUÇÃO SILENCIOSA DO ACESSO AO ENSINO SUPERIOR
Resumo:Este trabalho discute sobre a importância de se ter um projeto de extensão, que promova a democratização do acesso ao ensino superior, para alunos provenientes de escolas públicas. Segundo dados do IBGE (2018), 79,2% dos alunos que completaram o ensino médio em escolas particulares, ingressaram em uma faculdade, enquanto apenas 36% dos estudantes provenientes de redes públicas, conseguiram o mesmo feito. Este levantamento mostra a necessidade de se promover iniciativas para que haja uma maior popularização “e democratização” do acesso ao ensino superior. De acordo com o censo do IBGE de 2022 (IBGE, 2023), mais de 99 mil ex-alunos de escolas públicas ingressaram em algum curso de graduação através de cotas, o que exibe como essa política coopera para a popularização e democratização do acesso ao conhecimento. Consoante aos dados expostos anteriormente, o projeto de extensão (Cursinho Popular Aprendendo a Aprender), ofertado pelo PET BICE e pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), tem como propósito preparar alunos, que estão prestes a finalizar o ensino médio ou que já egressaram de escolas públicas, para a realização do ENEM. Após a realização do Exame Nacional do Ensino Médio, os alunos do cursinho popular têm ainda a oportunidade de ingressar na Unifal, através de vagas reservadas exclusivamente para participantes de projetos como este. O objetivo é proporcionar um ambiente inclusivo, respeitando as diferenças e limitações de cada estudante, e ofertar conteúdos de forma dinâmica. Estudantes universitários (bolsistas do projeto) exercem uma função essencial ao lecionarem conteúdos didáticos, por compartilharem táticas de aprovação, além de suscitarem a interação social, cooperando assim com aqueles que almejam alcançar a realização pessoal e profissional nos estudos.
Referência 1:IBGE. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2018. Rio de Janeiro: IBGE, 2018.
Referência 2:IBGE. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Ingresso por cotas aumentou 167% nas universidades. Brasília: Inep, 20 nov. 2023.