| Resumo: | As análises clínicas são instrumentos fundamentais na promoção da saúde, pois permitem a
prevenção, o diagnóstico precoce e o monitoramento de doenças, impactando diretamente a qualidade de
vida da população (BRASIL, 2019). De acordo com Neves (2020), o acesso a exames laboratoriais
auxilia na educação em saúde e na adoção de hábitos preventivos. Com base nesse referencial,
desenvolveu-se uma ação extensionista junto aos atiradores do Tiro de Guerra de Alfenas, com o
objetivo de divulgar as áreas de atuação das análises clínicas, discutir seus impactos e fornecer
devolutiva individualizada dos resultados laboratoriais, promovendo conscientização sobre a
importância do acompanhamento clínico. A intervenção foi estruturada em duas etapas: inicialmente,
foram realizadas palestras expositivo-dialogadas sobre fundamentos e aplicações da parasitologia,
hematologia e bioquímica clínicas e, em seguida, os participantes foram convidados a realizar exames
no Laboratório Central de Análises Clínicas (LACEN). Na etapa posterior, os resultados foram
apresentados e discutidos em grupo, estimulando análise crítica sobre o estado de saúde individual e
coletiva. Participaram da ação 107 jovens, com idades entre 18 e 20 anos. Os resultados indicaram que
12% das amostras de parasitologia apresentaram contaminação, valor 10% superior ao registrado em
2024. Na hematologia, diferentemente de anos anteriores, não foram detectadas alterações relevantes. Na
bioquímica clínica, 8 participantes (7,5%) apresentaram glicemia alterada, com orientação para
acompanhamento médico devido ao risco de pré-diabetes. Além disso, 15 indivíduos (14%)
demonstraram deficiência ou excesso de vitamina D, e 9 participantes (8,4%) apresentaram níveis
elevados de colesterol total, configurando risco para doenças cardiovasculares. Esses achados reforçam a
relevância do diagnóstico precoce e da orientação preventiva, aproximando os jovens de sua realidade
clínica e fortalecendo a compreensão da saúde como responsabilidade contínua. Conclui-se que a ação
extensionista promoveu integração entre ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo a relação
universidade-comunidade. Para os jovens, representou oportunidade única de acesso a informações
qualificadas sobre saúde, estimulando escolhas conscientes e a adoção de hábitos saudáveis. Para a
universidade, reafirmou o papel social de difundir conhecimento científico e contribuir para a formação
cidadã, evidenciando o impacto das análises clínicas na promoção da saúde pública (NEVES, 2020;
BRASIL, 2019).
|