| Resumo: | O presente trabalho tem como objetivo trazer as tradições das religiões de matrizes africanas no Brasil, onde este assunto foi abordado dentro da sala de aula da Escola Estadual Dirce Moreira Leite, nos oitavos anos. Discutimos o processo histórico da chegada dos negros escravizados ao Brasil e suas contribuições para a formação cultural e religiosa do país. Abordamos as diferentes religiões de matriz africana, destacando suas origens em distintas regiões do continente africano e os caminhos percorridos até se consolidarem em território brasileiro. Enfatizamos a formação dos terreiros como espaços de resistência, identidade e preservação das tradições, além de analisarmos o sincretismo religioso e suas manifestações no cotidiano, destacamos as principais religiões de matriz africana que se tornaram mais expressivas no Brasil contemporâneo. Existem no Brasil hoje variedades e vertentes desta religião, como, Candomblé, Umbanda, Quimbanda e entre outros. Especialmente no Candomblé se cultuam os orixás que são também relacionados aos elementos da natureza, como, Oxalá (ar), Oxum (rios, cachoeira), Iemanjá (Mar), Xangô (fogo), Ogum (ferro), Oxossi (mata), Iansã (ventos), Nanã (barro) e etc… Existiam mais de 200 orixás, mas muitos deles se perderam durante a tráfico negreiro e catequização dos portugueses. Por essas divindades serem relacionadas a elementos naturais, pessoas desta religião tem uma tendência a proteger, cuidar e cultuar a natureza. Os cultos são chamados de (giras) dentro de um barracão (local onde é realizado os cultos), onde em muitos locais estes barracões são vandalizados e quebrados pela intolerância religiosa. Em dias de giras, 24 horas antes, as pessoas que frequentam costumam fazer o preceito, onde ficam sem comer carnes vermelhas, café, chocolates e refrigerantes escuros, pois isso irá se aproximar do seu orixá e ficar com o corpo limpo para o receber. E lá são usados a maioria das vezes roupas brancas, mulheres com saias, camisetas, pano de costas e panos de cabeça e homens com calças, camisetas e panos de cabeça que também é chamado de torço ou ojá.
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