| Resumo: | O envelhecimento é um processo irreversível, natural e individual que pode ser acompanhado por
perdas progressivas de função e papeis sociais. Logo, várias condições podem impactar o processo de
envelhecimento, de tal maneira que conhecer possíveis fatores de proteção, como o capital social, é
essencial para amortecer os possíveis efeitos deletérios do envelhecimento (Bourdieu, 2002;
Kanamori; Ide-Okochi; Samiso, 2023). Estudo transversal e de abordagem quantitativa, que utilizou
dados da linha de base do Estudo Longitudinal dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), coletados entre
2015 e 2016. A amostra do ELSI-Brasil inclui indivíduos com 50 anos ou mais, residentes em 70
municípios das diferentes regiões do país. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa
(CAAE: 34649814.3.0000.5091) e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre
e Esclarecido. Utilizou-se estatística descritiva (proporção) e o teste de Qui-Quadrado com correção
de Rao Scott para amostras complexas. O capital social neste estudo foi dividido em dois tipos, capital
social estrutural (composto por trabalho voluntário e participação social) e capital social cognitivo
(composto por confiança interpessoal e percepção de amigos). Com relação ao capital social estrutural
a maioria não faz trabalho voluntário (80,67%), mas tem boa participação social (50,37%), já no capital
social cognitivo os mesmos confiam em pessoas próximas (80,91%), e tem amigos (90,32%). Quanto
a relação entre capital social e mortalidade, para as mulheres o trabalho voluntário (p=0,001), a
participação social (p= |