| Resumo: | A urbanização ocasiona a degradação de habitats conferindo às cidades atributos estruturais e
dinâmicas térmicas singulares que podem afetar as epífitas vasculares. Este estudo avaliou o impacto
urbano sobre a diversidade de epífitas em Mococa (SP) e Pedralva (MG), comparando cinco
fragmentos florestais (baixo impacto) com árvores distribuídas em cinco áreas urbanas (alto impacto).
Amostramos 20 árvores (forófitos) com epífitas em cada área. A riqueza e a abundância de epífitas
foram registradas para cada forófito e a diferença de composição de espécies entre os ambientes foi
comparada por NMDS. As métricas de diversidade foram analisadas com modelos lineares
generalizados mistos (GLMMs) sob uma abordagem Bayesiana. No total, identificamos 7.545
indivíduos de 90 espécies e 9 famílias botânicas. As famílias com maior riqueza foram Orchidaceae (28
spp.), Bromeliaceae (18 spp.) e Polypodiaceae (14 spp.). As espécies mais comuns nos fragmentos
foram Peperomia circinnata, Hylocereus setaceus e Gomesa pubes, e nas cidades foram Tillandsia
recurvata, Tillandsia pohliana e Tillandsia tricholepis. Os resultados indicaram uma menor riqueza (39
spp.), alta abundância e concentração de indivíduos em poucas espécies tolerantes no ambiente urbano
em comparação com os fragmentos (69 spp.). Esses achados evidenciam o efeito negativo da
urbanização sobre a diversidade de epífitas, resultando em assembleias urbanas distintas e mais
simples, caracterizado pela perda de espécies e pela dominância de poucas espécies tolerantes em
detrimento da maior riqueza e equitatividade que caracteriza os fragmentos.
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| Referência 1: | MCDONNELL, Mark J.; HAHS, Amy K. Adaptation and adaptedness of organisms to urban
environments. Annual review of ecology, evolution, and systematics, v. 46, n. 1, p. 261-280, 2015. |
| Referência 2: | QIAN, Yun et al. Urbanization impact on regional climate and extreme weather: Current understanding,
uncertainties, and future research directions. Advances in Atmospheric Sciences, 2022. |