| Resumo: | Entender como acontecem as mudanças sociais exige olhar para os arranjos coletivos que reúnem diferentes atores, recursos e práticas. O conceito de ecossistema de inovação social ajuda a compreender como organizações públicas, privadas e da sociedade civil trabalham juntas de forma interligada para criar soluções para problemas complexos, por meio de redes de cooperação baseadas em valores e práticas sociais comuns (Andion; Alperstedt; Graeff, 2020). Já a ideia de coprodução do bem público destaca a participação ativa dos cidadãos e de grupos sociais na criação e execução de políticas públicas, substituindo a lógica centralizada do Estado por formas colaborativas que aumentam a legitimidade e a eficiência das ações (Chaebo; Medeiros, 2017). Dessa forma, este estudo tem o objetivo de identificar, mapear e compreender as práticas inovadoras que podem promover o desenvolvimento social sustentável e cooperar com a gestão pública. A metodologia consiste inicialmente no recorte espacial utilizando a Instância de Governança Regional (IGR) do Circuito das Águas, com 14 municípios, e a IGR das Terras Altas da Mantiqueira, com 8 municípios. A busca pelas iniciativas foi feita em plataformas digitais, como Ongs Brasil e Mapa das Organizações da Sociedade Civil (Mapa das OSCs), desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), filtrando os resultados da pesquisa para a delimitação de cada município. Os critérios para a seleção utilizaram organizações ativas no ano de 2025 (ONGs, associação produtiva, sindicato, organização religiosa, esportiva, turística e cultural) que possuem caráter socioambiental. Embora a pesquisa esteja em andamento, já foram identificadas como resultados 150 iniciativas na IGR do Circuito das Águas e 51 na IGR das Terras Altas da Mantiqueira, organizadas em um banco de dados com caracterização dos municípios e detalhamento de cada iniciativa.
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| Referência 1: | Andion, C., Alperstedt, G., & Graeff, J. (2020). Ecossistema de inovação social, sustentabilidade e experimentação democrática: Um estudo em Florianópolis. Revista de Administração Pública, 54(1). |