| Resumo: | s doenças tropicais negligenciadas geram impactos econômicos e sociais significativos em
países com vulnerabilidade econômica, incluindo o Brasil1. Os esforços globais em pesquisa, por hora, são
insuficientes para seu controle, para o qual são essenciais ações de educação em saúde2. A negligência em
relação a essas doenças se estende também à disseminação de informações, tornando essencial a valorização
do letramento científico para o desenvolvimento do pensamento crítico e a compreensão básica sobre o
tema3. O presente trabalho relata experiências desenvolvidas por meio da integração entre a Escola Estadual
Judith Vianna e a Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), no âmbito do Projeto Explorando
Fronteiras, cujo objetivo foi aproximar estudantes do ensino médio do ambiente universitário e da pesquisa
científica no contexto das doenças tropicais negligenciadas. Foram ministradas três aulas temáticas sobre
doenças infecciosas e parasitárias, incluindo uma aula teórica, uma baseada em gamificação e uma aula
teórico-prática, buscando relacionar o tema à realidade dos alunos e facilitar sua compreensão. Além disso,
foram realizadas duas visitas dos discentes do 2o e 3o anos à universidade, em 2024 e 2025. A primeira
proporcionou aos estudantes contato com o Museu de Anatomia e stands de Parasitologia; na segunda,
novos espaços foram incorporados, abordando Fungos, Bactérias, Pesquisa Científica e Câncer de Pulmão.
Essas ações favoreceram a identificação de alunos interessados em aprofundar seus conhecimentos,
resultando no desenvolvimento de um projeto científico de investigação de parasitas em amostras de solo,
hortaliças e água da escola. Paralelamente, houve ações de divulgação científica por meio do Instagram,
ampliando o alcance do projeto e incentivando o interesse pelo ensino superior. Essa experiência evidencia
a relevância da integração entre diferentes níveis de ensino para a formação de estudantes críticos,
motivados e conscientes do papel do conhecimento científico na sociedade.
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