| Resumo: | A curiosidade das crianças a respeito do surgimento da vida costuma aparecer muito cedo e não é nada fácil respondê-las. Na tentativa de auxiliar as escolas a trabalharem esta questão, a Liga Acadêmica em Reprodução Humana e Animal (LARHA) da UNIFAL-MG desenvolveu um roteiro para um teatro de fantoches infantil visando trabalhar de maneira lúdica e divertida o conteúdo. Através da conversa do menino Augusto com a sua avó, eles auxiliam na apresentação de modelos didáticos tridimensionais, além de proporcionar às crianças a oportunidade de conversar com os fantoches a respeito de fecundação e do desenvolvimento embrionário, trazendo suas próprias questões. As apresentações ocorreram no Espaço Ciência do Museu de Memória e Patrimônio da universidade, com cerca de 90 crianças. Durante o teatro, observou-se grande interação, com perguntas recorrentes sobre aspectos fisiológicos da gestação, como a respiração fetal, a nutrição intrauterina e o processo de desenvolvimento de sistemas, como o gastrointestinal e o cardíaco, além de muitas curiosidades sobre o parto e a saúde da mamãe e do bebê. O sucesso da atividade confirmou a eficiência da metodologia e da linguagem adotada para trabalho com a idade pré-escolar. O retorno obtido ressalta o caráter inovador da ação, apontando ganhos pedagógicos na abordagem de conteúdos científicos. Pais e responsáveis destacaram a importância da ação que possibilitou tratar o tema com naturalidade e sem constrangimentos. Os resultados convergem com a literatura, que reconhece metodologias ativas como promotoras de aprendizagens significativas e contribuintes para a formação crítica desde a infância. O teatro de fantoches mostrou-se uma ferramenta eficaz para a educação em saúde infantil, proporcionando engajamento, despertando curiosidade e promovendo diálogo entre crianças, educadores e familiares. A experiência reforça o papel da extensão universitária como elo entre ciência e sociedade, além de evidenciar o potencial do lúdico como estratégia de ensino em saúde.
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