| Resumo: | O ensino de gramática, em especial da sintaxe, enfrenta resistências entre estudantes do Ensino Médio, que a percebem como abstrata e desvinculada de suas realidades. Este trabalho busca refletir sobre alternativas didáticas para tornar o estudo da sintaxe atrativo e mais significativo, a partir de uma abordagem funcionalista, mas, também, levando em conta a BNCC (2018) que aborda a gramática como um eixo de análise linguística, não como um conjunto de regras isoladas, mas como uma ferramenta para compreender o funcionamento da língua em uso dentro de contextos específicos, e visando que o aluno desenvolva a competência discursiva por meio de práticas de leitura, escrita e oralidade, compreendendo o uso da gramática nas diversas esferas sociais. Como referencial teórico, dialoga-se com Ferrarezi Junior (2023), que propõe repensar nomenclaturas tradicionais, aproximar sintaxe de outras áreas da gramática e valorizar o nível cognitivo do estudante em cada etapa da aprendizagem. Assim, diante do contexto descrito, surgiu o interesse pelo desenvolvimento da presente proposta voltada para atender aos estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Ismael Corrêa Brasil de Alfenas-MG, uma das escolas parceiras do Subprojeto de Letras
Interdisciplinar, área de Língua Portuguesa, que integra o Programa Institucional de Bolsas à Iniciação Docente – PIBID/CAPES (2024-2026) da Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL/MG. Deste modo, elaborou-se um material didático tomando como base o formato de um e-book denominado “Introdução atrativa aos estudos gramaticais”, em colaboração com as ações extensionistas desenvolvidas pelo projeto educacional do Laboratório de Estudos Editoriais (LEE/PROEC/UNIFAL-MG). Metodologicamente, trata-se de uma análise reflexiva que busca articular teoria linguística e práticas docentes. Conclui-se que o ensino da sintaxe, quando associado a exemplos práticos, diálogo com a realidade social e metodologias interativas, contribui não apenas para o desenvolvimento da competência linguística, como também para a formação crítica dos alunos, reduzindo preconceitos linguísticos e promovendo inclusão educacional.
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