SIEC
Sistema de Informação de Extensão e Cultura
Sistemas Integrados UNIFAL-MG

Ações vigentes

KIRIRI DO ACRÉ: DIAGNÓSTICO E AÇÕES SOCIOCULTURAIS JUNTO AO POVO KIRIRI DO ACRÉ, NA REGIÃO DE RIO VERDE EM CALDAS-MG.

Apresentação
Projeto de Extensão Universitária, como parte das ações desenvolvidas pelo programa de Professor Visitante Extensionista junto à Pró Reitoria de Extensão – PROEC, da Universidade Federal de Minas Gerais – Unifal-MG, junto à comunidade indígena Kiriri do Acré, situada no bairro Rio Verde, área rural de Caldas-MG, a partir de diagnóstico e demandas socioculturais, na relação entre a comunidade indígena com a comunidade acadêmica.

Objetivos
Objetivo Geral Elaborar um estudo diagnóstico sociocultural da comunidade indígena Kiriri do Acré, no bairro rural Rio Verde, Município de Caldas-MG, que possa nortear ações diversas frente às demandas apresentadas. Objetivos Específicos: • Investigar com base em fontes bibliográficas, videográficas, internet, pesquisa de campo, entrevistas, e outras formas, o processo histórico e sociocultural da comunidade indígena Kiriri do Acré, atualmente situada no distrito rural de Rio Verde, município de Caldas-MG. • Apresentar um diagnóstico da comunidade indígena em pauta, com levantamento de dados que permitam identificar os principais traços étnicos, religiosos, artísticos, culturais, linguísticos, territoriais, da referida comunidade. • Levantar as principais demandas socioculturais da comunidade que possibilitem ações diversas da Universidade em conjunto com os indígenas. • Apresentar propostas de ações da Universidade que possam contribuir para o atendimento das demandas apresentadas pela comunidade, por meio de seus cursos. * Contribuir com a formação discente na universidade, nas temáticas indígenas, seja pelo envolvimento de estudantes nas ações extensionistas do projeto e/ou por eventos/curso. * Proporcionar oportunidades de vivências interculturais com visitas e presença de estudantes na comunidade indígena e dos indígenas nos campi.
ODS 4 – Educação de Qualidade;ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis;ODS 15 – Vida Terrestre;ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial

Justificativa
O projeto aqui apresentado pretende desenvolver, como atividade extensionista, na condição de “professor visitante”, em conformidade com o edital No 094/2025, da Unifal-MG, em conciliação às demais atividades pertinentes ao exercício da função prevista, um estudo diagnóstico sociocultural, com proposições e execuções de ações junto à comunidade indígena residente na região rural de Rio Verde, no município de Caldas-MG, na Aldeia Kiriri do Acré. Tal comunidade indígena, originária geograficamente do Estado da Bahia, é protagonista do processo histórico de resistência e sobrevivência da população indígena que vem sendo incessantemente dizimada desde as primeiras ocupações coloniais portuguesas no século XVI. Situação que, infelizmente, permanece, em muitos aspectos, até aos dias de hoje, em decorrência dos interesses de expropriação das terras indígenas por parte de mineradoras, madeireiros, grileiros de terra e outras formas, muitas vezes com a omissão do Estado. Os indígenas pertencentes a esta etnia – Kiriri- vieram, por circunstâncias históricas que serão melhor investigadas neste projeto, a se assentarem na região citada – Rio Verde, em Caldas-MG – em 2017, após um longo processo de luta e resistência, política, judicial, social. Este grupo indígena constituído por algumas dezenas de população, em crescimento nos últimos anos, vivenciou um processo migratório árduo, de verdadeira resistência pela vida e sobrevivência, e acabou por se fixar numa região estranha a seus costumes e ambientes originários, ocupando uma área devassa, então pertencente ao Estado de Minas Gerais. Não sem poucos enfrentamentos militantes e judiciais, muitas vezes expondo a própria vida, o território acabou sendo reconhecido como de direito desse grupo étnico, com base na Lei Estadual 23.758/2021(MG), amparada pela Lei Federal 14.701/2023, que regulamenta a ocupação de terras indígenas. No entanto, não são poucas as questões que envolvem este processo de ocupação de um território fora do habitat natural e que exige muitas adaptações, seja de ordem climática, geográfica, produtiva, cultural e social. A história dessa comunidade é digna de apoio e investigação de caráter científico mais detalhado e pormenorizado, visando, inclusive, ações propositivas no sentido de corroborar para o bem-estar e consolidação desses povos nesse novo território. Entendemos que a Universidade, em seu sentido amplo, envolvendo todas as instituições de ensino superior na região, não podem se furtar ao dever de apoiar, amparar e oferecer seu suporte técnico-científico para a consolidação do processo de ocupação e permanência desta comunidade na região, sobretudo porque hoje, tal comunidade já se identifica com esta nova realidade e assim deseja permanecer. Optamos, neste projeto, em propor ações em prol das nossas comunidades originárias – indígenas – não naturais desta região sulmineira, mas que, por alguma razão histórica, aqui estão e precisam da atenção dos órgãos públicos, da sociedade em geral e das universidades. Para além desta via, há que se oportunizar, à comunidade acadêmica - discente, docente, técnica - a via inversa, qual seja, o aprendizado que se pode obter frente aos saberes e tradições culturais indígenas, num processo de relações interculturais, sobretudo em nosso momento atual de se repensar a educação, conhecimento, ciência, num sentido decolonial.

Voltar